2019 será um ano de decisões, essencial para o futuro da nossa região. Da sua sustentabilidade e caminho. Do seu projeto coletivo e definição de uma lógica de escolhas feitas pelos políticos que exercem cargos de responsabilidade, eleitos pelo povo.
No nosso concelho espero o arrojo necessário para olharmos para a frente, de nos deixarmos de desculpas esfarrapadas, encontrando sempre culpados no passado, para os erros do presente. Desde a eleição interna do PSD na Covilhã que nos assumimos como um partido pragmático, com soluções para os problemas, com uma ideia clara do que queremos para a região, com um caminho definido, social-democrata, sem aleivosismos ideológicos, nem devaneios momentâneos, mobilizador, coerente nos diversos órgãos para os quais fomos eleitos, respeitando as opções de quem acreditou em nós. Justificámos cada intervenção, com dados e mostrámos a diferença.
Os Covilhanenses sabem quem somos, como somos. Conhecem as nossas caras, as nossas ideias, estando à distância de um clique em qualquer lado. Também estamos no movimento associativo, a participar enquanto cidadãos, no silêncio da intervenção cívica.
Não tivemos medo de romper com o passado, sempre com os olhos postos no futuro.
Não ficámos presos no dia 1 de outubro de 2017, como não ficámos presos no dia 11 de outubro de 2009, no dia 9 de outubro de 2005, no dia 16 de dezembro de 2001, nem no dia 14 de dezembro de 1997. O passado é um guia para construirmos o futuro, sem receios, nem grilhetas.
Contrariamente ao atual Executivo Socialista da Covilhã. A maioria obtida no passado dia 1 de outubro de 2017 toldou o raciocínio político, bloqueou a ação, impossibilitou o diálogo com as forças da oposição e tem atrapalhado o desenvolvimento local.
Neste momento, o Município da Covilhã, contrariamente aos seus vizinhos, deixou de ser uma instituição fomentadora de desenvolvimento, mas sim o principal entrave ao crescimento. De organização de confiança com um caminho definido, passou a ser vista com desdém na sociedade Covilhanense e na Região. A confiança perdeu-se, as trapalhadas sucedem-se.
Qualquer cidadão com vontade de investir, construir, estabelecer-se no Concelho, tem, no Município da Covilhã, um inimigo, um entrave.
Comecemos pela integração de vínculos precários na administração pública na Câmara Municipal. 76% das integrações foram de colaboradores que trabalharam na autarquia entre 2013 e 2017. Dos 76 colaboradores integrados, 58 passaram pela Câmara Municipal entre 2013 e 2017.
Não foram a exceção como ouvimos tantas vezes nas intervenções dos eleitos socialistas, foram a regra. Esqueceram-se das tarefeiras, essenciais para o bem-estar dos nossos filhos nas escolas, mas lembraram-se de todos aqueles que tinham cartão partidário, acrescentando aos gastos correntes anuais cerca de 1,2 milhões de euros. Mas não se esqueceram de alguns dos próprios eleitos, dos familiares dos eleitos, dos filhos e filhas, esposas e maridos, sobrinhos e sobrinhas, afilhados e afilhadas. Uma medida correta que foi desvirtuada pela voracidade de encharcar o orçamento municipal, fruto dos nossos impostos para comprar as eleições vindouras.
Uma máquina oleada que, nos últimos cinco anos avariou, sobrecarregada com a necessidade de pagamento de favores municipais, obsoleta porque demora uma eternidade para limpar todo e qualquer espaço verde desta cidade, que não tapa os buracos das estradas municipais, que não tem dinheiro para alcatrão, que não fiscaliza as obras, porque a equipa de fiscalização tem as viaturas avariadas. Uma máquina municipal que não responde aos pedidos dos cidadãos, que está há quase um ano a prometer um plano de mobilidade municipal que irá portajar os elevadores municipais, que irá portajar as casas de banho municipais, que opta por limitar a velocidade no Eixo TCT a 50 km por hora, entupindo uma via estruturante. Uma máquina que não corresponde aos anseios e às necessidades de um Concelho liderante e moderno.
Posto isto, existe uma maioria no Executivo Municipal que anda há cinco anos a encontrar desculpas para não resolver os problemas municipais. Poder traz responsabilidade. Esta é a verdadeira prova de vida de uma governação que terá de demonstrar que não ficou presa aos resultados do passado dia 1 de outubro de 2017, sob o risco de transformar a governação deste mandato, definitivamente, num filme de Manoel de Oliveira.
Luís Filipe Santos
Presidente da CPS PSD Covilhã