Na última Assembleia da União de Freguesias da Covilhã e Canhoso, o eleito do PSD, Jorge Saraiva, absteve-se na votação do plano de atividades e orçamento, no período da ordem do dia, por questões de coerência política que enfatizou na sua declaração de voto.
Uma vez que, no exercício do direito de audição da oposição apresentou propostas que foram vertidas no plano de atividade da União de Freguesias pelo executivo, como potenciadoras do desenvolvimento e bem-estar das populações, situação que enfatizou e celebrou. Todavia, as mesmas não tiveram cabimentação orçamental, não deixando por isso mesmo, de ser um exercício de populismo e demagogia política, como disse à Rádio Cova da Beira: “a abstenção teve que ver como um exercício de populismo por parte do executivo, pois mesmo sabendo que a maioria do orçamento está comprometido com despesas com o pessoal, o que naturalmente compromete outras iniciativas que vão para além do corrente. Para realizar algo mais, é necessário arrojo e criatividade, que tem de ser vertido também no orçamento, para dar coerência aos documentos” e que este recurso ao denominado politicamente correto (prometendo sem ter em conta os recursos necessários), tem vindo a afastar as pessoas da política e nesta, leia-se política, são necessárias, causas, paixões e soluções, para voltar a dar sentido ao serviço público, honrar os mandatos e prestar contas aos eleitores.
Ainda no período antes da ordem do dia, Jorge Saraiva apresentou um voto de louvor ao Festival da Cherovia e saudação efusiva ao cidadão honorário Professor Dr. José Eduardo Brites Cavaco, que foi aprovado por unanimidade.
03 de janeiro de 2019,
A Comissão Política de Secção.




